Esta newsletter foi criada para quem busca estar à frente em um mundo em constante evolução. Aqui, você encontrará insights valiosos sobre liderança, gestão moderna, pensamento sistêmico e desenvolvimento de produtos digitais, além de reflexões sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Seja você uma liderança, profissional de tecnologia, empreendedora ou entusiasta do aprendizado contínuo, este espaço oferece conteúdos práticos, inspiradores e alinhados às demandas do século XXI. Junte-se a uma comunidade de pessoas que, assim como você, estão sempre em busca de crescimento e transformação. 🚀
Nos últimos anos, temos visto uma onda crescente de questionamentos sobre a agilidade. Reorganizações, cortes estruturais e demissões reduziram o espaço para times e papéis tradicionalmente ligados à transformação ágil. Diante desse cenário, algumas perguntas se tornam inevitáveis:
Afinal, quando a agilidade começou a se tornar mais sobre frameworks e menos sobre princípios, talvez tenha perdido sua essência. Ficamos tão obcecados em "instalar métodos" e "conquistar certificações" que deixamos de lado a pergunta fundamental: quais problemas queremos resolver? A arrogância que nos cegaA Teoria U, de Otto Scharmer, nos ajuda a entender essa crise sob uma nova ótica. Segundo Scharmer, quando as organizações entram em ciclos de certeza absoluta, elas perdem a capacidade de enxergar novas possibilidades. Ficamos presas(os) a padrões mentais rígidos, reforçando narrativas, crenças e práticas que podem já não fazer sentido. Na agilidade, esse fenômeno se manifesta na fixação por frameworks e métodos como verdades absolutas. O resultado? Desensibilização e cegueira organizacional.
Essas barreiras não apenas impedem a inovação, mas também geram colapsos estruturais. Como Scharmer coloca, quando as organizações chegam ao ápice da arrogância, em vez de construírem novos caminhos, passam a destruir o próprio ambiente no qual operam. Será que é isso que está acontecendo com a agilidade? Abrindo espaço para novos futurosSe o futuro da agilidade depende de algo, é da nossa capacidade de abrir espaço para o novo. A jornada da Teoria U sugere que só conseguimos evoluir quando abrimos a cabeça, o coração e a vontade. Isso significa:
O conceito de Sankofa, originado em tradições africanas, nos ensina algo semelhante: é preciso olhar para o passado para ressignificar o presente e construir o futuro. Isso significa que não devemos descartar tudo o que a agilidade construiu, mas sim reinterpretar suas práticas para que continuem relevantes no contexto atual. Quatro futuros possíveis para a agilidadeO Futures Thinking (também conhecida como abordagem para nos fazer imaginar o amanhã) nos permite mapear diferentes cenários para a evolução da agilidade, com base nos sinais e padrões observáveis. A partir disso, podemos vislumbrar quatro caminhos possíveis:
Nenhum desses cenários é definitivo. O que determinará qual deles se tornará realidade é a nossa capacidade de abandonar verdades absolutas e explorar novos caminhos. O desafio da diversidade e da inovaçãoA inovação raramente surge em ambientes homogêneos. Quanto mais diversas forem as referências e os pontos de vista, maior a nossa capacidade de criar soluções para problemas complexos. No entanto, quando olhamos para os espaços de tomada de decisão — seja na tecnologia, na gestão ou na formulação de novos modelos organizacionais — percebemos um padrão preocupante: as vozes que moldam o futuro ainda vêm de grupos limitados, que compartilham repertórios e experiências muito semelhantes. Isso cria um ciclo perigoso: sem diversidade de pensamento, ficamos reféns de velhos paradigmas e reforçamos modelos ultrapassados. Se queremos um futuro sustentável para a agilidade, precisamos ampliar nossas redes, desafiar nossos vieses e abrir espaço para diferentes formas de pensar e criar. O que podemos fazer agora?Se queremos um futuro para a agilidade, precisamos mudar a forma como pensamos e agimos hoje. Algumas provocações para reflexão:
A Teoria U nos ensina que a verdadeira transformação acontece quando conseguimos reconhecer nossos limites e ignorâncias. Para quem trabalha com mudança organizacional, essa talvez seja a maior lição. Se queremos que a agilidade tenha um futuro, precisamos parar de nos apegar a certezas e começar a construir novas possibilidades. Estamos dispostas(os) a abrir a cabeça, o coração e a vontade para isso? Para continuar explorando o tema:
Nos vemos na próxima semana! 🚀 |
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