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Raphael Donaire Albino

Como lidar com dependências e sobrecarga em equipes de plataforma?


Nesta semana, recebi uma mensagem muito legal da Cris no LinkedIn. Ela está revisitando o treinamento de métricas e acompanhando os conteúdos do Dynamic Flow na Software Zen. Recentemente, ela assumiu a liderança de uma equipe responsável por uma plataforma de meios de pagamento, que atende diversas áreas da companhia.

O desafio?

Uma equipe sobrecarregada, enfrentando múltiplas dependências, muita demanda paralela, filas enormes e represamento de trabalho. Para completar, houve a saída recente de pessoas-chave com conhecimento crítico.

A Cris queria saber como eu já lidei com esse tipo de situação, especialmente em contextos de gestão de dependências e sobrecarga em estruturas horizontais como plataformas.

A resposta que compartilhei (e que divido aqui convosco)

Essas foram algumas das estratégias e práticas que apliquei em situações semelhantes:

Explicitar as dependências de forma clara

  • Mapear visualmente quem depende de quem, para quê e por quê.
  • Garantir que todas as partes envolvidas compreendam essas relações para evitar ruídos e desalinhamentos.

Gestão contínua de riscos e priorização viva utilizando o BVP (Business Value Point)

  • Aplicar a técnica do BVP para priorizar demandas com base em critérios objetivos: impacto, urgência, e complexidade técnica.
  • Esse método ajuda a tomar decisões mais justas e fundamentadas — especialmente quando diferentes áreas têm metas e prioridades conflitantes.

Reduzir o volume de trabalho em paralelo com limites claros

  • Estabelecer limites explícitos para a quantidade de trabalho simultâneo que a estrutura pode absorver.
  • Criar políticas transparentes sobre quais demandas entram no fluxo, com reuniões periódicas de replanejamento envolvendo pessoas da camada executiva ou com poder de decisão para vetar ou redirecionar.

Cadências frequentes com stakeholders

  • Promover encontros regulares com todas as áreas impactadas pela plataforma.
  • Avaliar de forma conjunta o impacto de novas demandas na capacidade atual do time. Quando as pessoas participam da priorização, a empatia e a transparência aumentam e o senso de colaboração também.

Comunicação proativa e gestão da expectativa

  • Tornar visível e constante o acompanhamento da capacidade do time e dos riscos emergentes.
  • Manter todas as áreas informadas sobre a realidade da equipe: carga alta, capacidade limitada e necessidade de foco.

Você já viveu algo parecido? Quais foram as primeiras ações que você tomou? O que funcionou (ou não) no seu contexto?

Responda esse e-mail, vou adorar continuar essa troca.

Conteúdos complementares

Nos vemos na próxima semana o/

Raphael Donaire Albino

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